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Tribuna Livre
Raquel Caniço, Drª
Há pessoas que não se divorciam dos seus maridos ou das suas mulheres, mas antes das sogras ou dos sogros.
É verdade.

O alívio e a dor de um divórcio andam de mão dada.

A dor da separação e angústia do começar de novo e o alívio por não ter que sentir a omnipresença do sogro ou da sogra.
Tenho constatado isso muitas vezes.

Parece ser uma “corrente” que veio para ficar.
Observo-os nos tribunais a acompanhar os seus filhos nas tentativas de conciliação, a darem directrizes aos mandatários dos filhos, a tecerem comentários, a decidirem qual o rol de testemunhas mais adequado, a decidirem as horas e a que dias devem os menores visitar os pais, quem os vai buscar, o que devem levar vestido, enfim, um sem número de situações que só os próprios intervenientes directos deveriam decidir.

Será que antigamente também era assim? Será que a nova geração, pródiga no divórcio e de que tanto se fala, são fruto de pais-galinha?
Afinal, são aqueles pais que não permitem que os seus filhos trilhem o seu próprio caminho sem a sua permanente aprovação. Esses são os pais que noutros tempos foram criados e deixados por sua conta e risco. Deve ser por isso que agora querem compensar os seus filhos disso mesmo, não lhes permitindo que exerçam plenamente o direito à individualidade.

E os filhos da nova geração do divórcio, como vão ser?
Afinal vão ser o produto das famílias monoparentais em que a nova organização familiar se cruza com as madrastas, os padrastos, os enteados e os meio-irmãos.
Será que essa experiência de vida familiar os vai tornar com maior sentido de individualidade? Mais conscenciosos do seu querer e mais responsáveis?

Ou será que o ciclo se fecha e se tornam nos sogros e nas sogras que se divorciam das nora e dos genros?
Será que também eles imbuidos de um espírito fundamentalista se vão tornar omnipresentes nas vidas dos seus filhos?
Espero que não. Espero que tenham a capacidade de estarem presentes sem se intrometerem nas suas vidas.

Afinal, há muitas formas de intromissão e penso que a pior de todas é aquela aparente liberdade que esconde um sem fim de opções da vida pessoal que são diariamente sujeitas a escrutínio de terceiros, mesmo que esses terceiros sejam os próprios pais.
 
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